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Acidente de Trabalho: você tem mais direitos do que imagina.

Se você se acidentou trabalhando ou no trajeto para o serviço, a lei garante muito além do auxílio do INSS. A empresa pode ser obrigada a pagar indenização — e o trabalhador tem estabilidade ao voltar.

Quero saber se tenho direito
Resposta rápida

Quem sofreu acidente de trabalho tem direito a indenização da empresa?

Sim, quando há culpa da empresa — falta de EPI, treinamento inadequado, máquina sem proteção, jornada exaustiva, ambiente inseguro. Essa indenização é separada e independente do INSS, e pode incluir danos morais, materiais (tudo que você gastou e deixou de ganhar) e estéticos. O prazo é de até 2 anos após o desligamento.

Roteiro prático

O que fazer nas primeiras 72 horas

As primeiras horas depois do acidente definem o resultado do seu caso. Guarde este roteiro.

  1. Nas primeiras horas

    Atendimento médico

    Sua saúde vem primeiro. Guarde todos os atestados, exames, receitas e boletins de ocorrência.

  2. Até o 1º dia útil

    Emissão da CAT

    A empresa é obrigada a emitir a CAT. Se recusar, você mesmo, o sindicato ou o médico podem emitir.

  3. Nas primeiras 72 horas

    Preserve as provas

    Fotos do local, testemunhas, mensagens da chefia, EPI recebido (ou não), escala de trabalho.

  4. A partir do 16º dia

    Benefício no INSS

    Passados 15 dias afastado, o INSS deve pagar o auxílio acidentário (B91) — não o comum (B31).

  5. Antes de aceitar acordo

    Fale com um advogado

    Antes de assinar qualquer coisa da empresa. A indenização é separada e cumulativa com o INSS.

Cenários reais

Situações em que você tem direito

Qualquer lesão, doença ou morte ocorrida durante o trabalho ou em razão dele é considerada acidente de trabalho, mesmo que a empresa diga o contrário.

 — Jackson Bueno Advogados

Acidente na empresa

Quedas, cortes, prensas, queda de objetos, choques, esmagamentos, fraturas.

 — Jackson Bueno Advogados

Acidente de trajeto

Sofreu acidente indo ou voltando do trabalho? Também é considerado acidente de trabalho.

 — Jackson Bueno Advogados

Queimaduras e produtos químicos

Acidentes com fogo, vapor, ácidos e produtos perigosos.

 — Jackson Bueno Advogados

Choque elétrico

Eletricistas e profissionais expostos à rede elétrica sem EPI ou treinamento adequado.

 — Jackson Bueno Advogados

Lesões por equipamentos

Máquinas sem proteção, ferramentas defeituosas, falta de EPI.

 — Jackson Bueno Advogados

Acidente em obra ou indústria

Construção civil, metalurgia, frigoríficos, agronegócio e logística.

O que a lei garante

Seus direitos após o acidente

Em casos de acidente de trabalho, você pode ter direito a:

  • Auxílio-doença acidentário (B91) e não previdenciário (B31)
  • Estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho
  • FGTS depositado durante todo o afastamento
  • Indenização por danos morais pela dor, sofrimento e angústia
  • Indenização por danos materiais (tudo que você gastou e deixou de ganhar)
  • Indenização por danos estéticos (cicatrizes, deformidades, sequelas visíveis)
  • Pensão mensal vitalícia em caso de incapacidade permanente
  • Reembolso de medicamentos, fisioterapia, próteses e cirurgias

Passo a passo

O que fazer logo após o acidente

1

Procure atendimento médico

Sua saúde vem primeiro. Guarde todos os atestados e exames.

2

Exija a emissão da CAT

Comunicação de Acidente de Trabalho. Se a empresa se recusar, você ou o sindicato podem emitir.

3

Solicite o benefício no INSS

Após 15 dias afastado, o INSS deve pagar o auxílio-doença acidentário (B91).

4

Fale com um advogado

Para avaliar se você tem direito à indenização contra a empresa, além do INSS.

Atenção ao prazo

O direito à indenização tem prazo de até 2 anos após o desligamento e 5 anos durante o contrato. Não deixe para depois.

Equipe Jackson Bueno Advogados em reunião com trabalhador acidentado
Atendimento humanizado

Uma equipe inteira do seu lado, do primeiro contato ao fim do caso

Além do Dr. Jackson, você é acompanhado por advogadas e assistentes que cuidam de cada detalhe: reunir documentos, orientar você em cada etapa e traduzir o processo em linguagem simples. Você nunca fala sozinho com um sistema automático — sempre há uma pessoa real pronta para te escutar.

  • Retorno no mesmo dia útil pelo WhatsApp
  • Atendimento presencial em Belo Horizonte e online em todo o Brasil
  • Zero juridiquês: você entende cada passo

Por setor de atividade

Acidente de trabalho em cada realidade

Cada setor tem suas armadilhas e suas provas. Veja como o direito se aplica à sua atividade — e clique direto no seu caso.

Construção civil e obras

A construção civil é o setor com mais acidentes de trabalho registrados no Brasil. Quedas de andaimes, queda de objetos, cortes com serra, esmagamento em elevadores de carga, choque em fiação exposta e soterramento em valas são cenas comuns em canteiros mal fiscalizados. Muitas empresas terceirizam mão de obra justamente para tentar diluir a responsabilidade — mas a construtora principal (tomadora de serviço) responde solidariamente pela segurança do ambiente, pela NR-18 e pelo fornecimento de EPI adequado.

Se você caiu do andaime, sofreu perfuração por prego, feriu a mão em betoneira, esmagou o pé com material de obra ou desenvolveu problema de coluna carregando peso além do permitido, o direito à indenização quase sempre existe — mesmo que a obra já tenha acabado e mesmo que você fosse diarista, empreiteiro ou subcontratado. A ausência de PCMAT, de treinamento em altura (NR-35) ou de sinalização é prova direta de culpa.

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Indústria, metalurgia e frigoríficos

Quem trabalha em linha de produção — indústria automotiva, metalúrgica, frigorífico, cerâmica, têxtil, alimentícia — enfrenta risco constante de amputação, prensagem, corte, projeção de partículas, exposição a ruído e temperaturas extremas. O ritmo acelerado imposto por metas e a repetição do mesmo movimento geram tanto acidentes agudos (dedo prensado, amputação de mão) quanto doenças crônicas (LER, DORT, tendinite, hérnia).

A indústria costuma alegar “culpa exclusiva do trabalhador” — mas a Justiça do Trabalho vem repetidamente afastando essa tese quando fica provado que o ambiente pressionava a produção acima da segurança. Máquina sem grade de proteção, botão de emergência distante, revezamento inexistente e treinamento apenas “no papel” configuram culpa da empresa e geram indenização por danos morais, materiais e, quando há sequela, pensão mensal.

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Acidente de trajeto (moto, carro, ônibus, a pé)

Acidente de trajeto continua sendo acidente de trabalho para todos os fins (Lei 8.213/91), apesar das tentativas de mudança dessa regra. Vale para ida e volta do serviço, deslocamento entre unidades, ida para almoçar dentro do horário reconhecido e visita a cliente. Não importa o meio: moto, carro próprio, ônibus, van fretada, bicicleta, aplicativo ou a pé.

O trabalhador tem direito à CAT, ao auxílio acidentário B91, à estabilidade de 12 meses após a volta e ao FGTS depositado durante o afastamento. Quando há culpa de terceiro (motorista imprudente, buraco na via, transporte fretado sem manutenção) ou da própria empresa (jornada exaustiva que reduziu sua atenção, transporte precário oferecido pelo empregador), cabe também indenização por danos morais, materiais e pensão em caso de sequela.

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Motoboy, entregador e motorista de aplicativo

Motoboys, entregadores de iFood/Rappi e motoristas de Uber/99 são o grupo mais vulnerável do trânsito brasileiro — e um dos que mais cresce em busca de justiça. A plataforma tenta se blindar dizendo que é apenas “intermediadora”, mas a Justiça do Trabalho vem reconhecendo, em muitos casos, o vínculo de emprego ou, no mínimo, a responsabilidade pelo risco da atividade.

Se você se acidentou trabalhando por aplicativo — atropelamento, queda, colisão, roubo com lesão — pode ter direito a benefício do INSS (mesmo como MEI), indenização da plataforma pelo risco criado, pensão mensal em caso de incapacidade e cobertura de tratamentos. O fato de o veículo ser seu não afasta o direito. O que conta é ter sofrido a lesão no exercício da atividade remunerada.

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Lesão com máquina, EPI vencido e falta de treinamento

Máquina sem proteção mecânica, sensor de segurança desativado para “agilizar a produção”, EPI vencido, luva errada para o tipo de risco, treinamento entregue como formulário para assinar sem leitura — tudo isso é culpa da empresa. Entregar EPI não isenta o empregador: a Justiça exige prova de que o equipamento era o adequado, estava dentro do prazo e que houve fiscalização real do uso.

Se você perdeu parte de um dedo, sofreu queimadura, teve visão comprometida ou fratura em razão desse tipo de falha, a indenização costuma somar danos morais elevados (por causa da dor e do risco à vida), danos estéticos (cicatriz, amputação, deformidade) e pensão mensal proporcional à perda da capacidade de trabalho.

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