Alergia por graxa e óleo na manutenção da mina: insalubridade e direitos do mecânico em MG
Mãos que racham, coçam e descascam por causa de graxa, óleo e solvente podem gerar doença ocupacional e adicional de insalubridade. Veja como provar.
Resposta direta
Suas mãos vivem rachadas, ardendo, com feridas que só somem na folga? Quem trabalha com **óleo, graxa, diesel e solvente** na manutenção da mina convive com isso.
Isso pode ser **dermatite ocupacional** — uma doença do trabalho. E pode existir também direito ao **adicional de insalubridade**.

Insalubridade e doença: são dois direitos diferentes
O **adicional de insalubridade** é pago enquanto existe exposição a agente nocivo acima do tolerado, apurada em **perícia técnica**. Óleos e graxas minerais podem gerar esse adicional, mas o grau (mínimo, médio ou máximo) depende do agente e da avaliação pericial.
Já a **doença ocupacional** exige mostrar que a exposição causou ou agravou a lesão de pele. Um direito não exclui o outro.
Quais são os direitos do trabalhador?
- **Adicional de insalubridade** e reflexos em férias, 13º, FGTS e horas extras, conforme o grau reconhecido;
- **Diferenças dos últimos 5 anos**, quando o adicional foi pago a menos;
- **CAT** e afastamento pelo INSS se a pele impedir o trabalho;
- **Estabilidade de 12 meses** após a alta em benefício acidentário;
- **Troca de produto, EPI adequado ou readaptação**;
- **Tratamento dermatológico e remédios** custeados quando houver responsabilidade da empresa;
- **Indenização por danos morais**, conforme a gravidade e a prova.
O que fazer para provar? Passo a passo
- Procure um **dermatologista** e diga exatamente com quais produtos você trabalha;
- **Fotografe as crises** com data e guarde receitas e atestados;
- Anote os **nomes dos produtos** e peça as **fichas de segurança (FISPQ)**;
- Guarde a **ficha de EPI**: luva certa para o produto, em bom estado e trocada no prazo;
- Peça **PPP, LTCAT e contracheques** — eles mostram a exposição e o que foi pago;
- Registre se a pele **melhora nas férias** e piora quando volta ao serviço.
"A empresa diz que você tem alergia de pele, não é do trabalho"
Ter pele sensível não impede o reconhecimento. Se o contato com os produtos **desencadeia ou agrava** as crises, existe relação com o trabalho.
E se a empresa diz que entregava luva: a luva precisa ser **adequada ao produto químico**, íntegra e trocada — luva furada ou errada não protege.
Não trate como 'coisa de mecânico'
Pele ferida todo mês não é normal, é sinal de exposição mal controlada. Reúna as provas antes de sair da empresa.
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Suas mãos melhoram na folga e pioram na oficina?
Esse detalhe é uma prova forte e muita gente joga fora. Mande fotos das crises, seus contracheques e o nome dos produtos que você usa — eu analiso a insalubridade e a doença.
Quero analisar meu casoGostou desta explicação? No Instagram tem muito mais.
Toda semana eu explico em vídeos curtos os direitos de quem sofreu acidente de trabalho ou ficou doente por causa do serviço — sem juridiquês.
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