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Alergia por graxa e óleo na manutenção da mina: insalubridade e direitos do mecânico em MG

Mãos que racham, coçam e descascam por causa de graxa, óleo e solvente podem gerar doença ocupacional e adicional de insalubridade. Veja como provar.

6 min de leitura·Por Dr. Jackson Bueno·

Resposta direta

Suas mãos vivem rachadas, ardendo, com feridas que só somem na folga? Quem trabalha com **óleo, graxa, diesel e solvente** na manutenção da mina convive com isso.

Isso pode ser **dermatite ocupacional** — uma doença do trabalho. E pode existir também direito ao **adicional de insalubridade**.

Mãos de mecânico da mineração com pele irritada por óleo e graxa
Contato diário com óleo e graxa resseca, racha e inflama a pele das mãos.

Insalubridade e doença: são dois direitos diferentes

O **adicional de insalubridade** é pago enquanto existe exposição a agente nocivo acima do tolerado, apurada em **perícia técnica**. Óleos e graxas minerais podem gerar esse adicional, mas o grau (mínimo, médio ou máximo) depende do agente e da avaliação pericial.

Já a **doença ocupacional** exige mostrar que a exposição causou ou agravou a lesão de pele. Um direito não exclui o outro.

Quais são os direitos do trabalhador?

  • **Adicional de insalubridade** e reflexos em férias, 13º, FGTS e horas extras, conforme o grau reconhecido;
  • **Diferenças dos últimos 5 anos**, quando o adicional foi pago a menos;
  • **CAT** e afastamento pelo INSS se a pele impedir o trabalho;
  • **Estabilidade de 12 meses** após a alta em benefício acidentário;
  • **Troca de produto, EPI adequado ou readaptação**;
  • **Tratamento dermatológico e remédios** custeados quando houver responsabilidade da empresa;
  • **Indenização por danos morais**, conforme a gravidade e a prova.

O que fazer para provar? Passo a passo

  • Procure um **dermatologista** e diga exatamente com quais produtos você trabalha;
  • **Fotografe as crises** com data e guarde receitas e atestados;
  • Anote os **nomes dos produtos** e peça as **fichas de segurança (FISPQ)**;
  • Guarde a **ficha de EPI**: luva certa para o produto, em bom estado e trocada no prazo;
  • Peça **PPP, LTCAT e contracheques** — eles mostram a exposição e o que foi pago;
  • Registre se a pele **melhora nas férias** e piora quando volta ao serviço.

"A empresa diz que você tem alergia de pele, não é do trabalho"

Ter pele sensível não impede o reconhecimento. Se o contato com os produtos **desencadeia ou agrava** as crises, existe relação com o trabalho.

E se a empresa diz que entregava luva: a luva precisa ser **adequada ao produto químico**, íntegra e trocada — luva furada ou errada não protege.

Não trate como 'coisa de mecânico'

Pele ferida todo mês não é normal, é sinal de exposição mal controlada. Reúna as provas antes de sair da empresa.

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Suas mãos melhoram na folga e pioram na oficina?

Esse detalhe é uma prova forte e muita gente joga fora. Mande fotos das crises, seus contracheques e o nome dos produtos que você usa — eu analiso a insalubridade e a doença.

Quero analisar meu caso

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Toda semana eu explico em vídeos curtos os direitos de quem sofreu acidente de trabalho ou ficou doente por causa do serviço — sem juridiquês.

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